Estudo da Semana

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ESTUDO 01: O MUNDO PARA O QUAL FOMOS CRIADOS

Iniciaremos um novo tema para nossos estudos de Pequenos Grupos que tem como objetivo ajudá-lo a viver uma vida “centrada no evangelho”. Muitos cristãos falam sobre o evangelho, mas quantos realmente o compreendem e sabem aplicá-lo a sua vida?

E a pergunta óbvia é: “O que exatamente é ‘o evangelho’? Essa é uma questão que devemos esclarecer antes de dar o próximo passo. Embora muitos estejam familiarizados com a palavra evangelho, é comum não termos clareza quanto a seu conteúdo.

Muitas “apresentações do evangelho” populares reduzem sua mensagem a três ou quatro princípios. Esses resumos simplificados podem ser muito úteis, mas a forma mais rica de entender o evangelho é vê-lo como uma história – a verdadeira história que fala às nossas mais puras aspirações e aos nossos mais profundos anseios. Essa grande história tem quatro capítulos:

1. Criação: o mundo para o qual fomos criados;

2. Queda: a corrupção de tudo;

3. Redenção: Jesus vem e nos salva;

4. Um novo povo: a história continua.

Daremos início aos nossos estudos com o primeiro capítulo desta maravilhosa história – Criação: o mundo para o qual fomos criados.

A história, no entanto, não começa conosco, mas com Deus. Lá no fundo, temos uma sensação de que isso é verdade. Embora sintamos que somos importantes, que há algo de solene, majestoso e eterno a respeito da humanidade, também sabemos que não somos o máximo. Existe algo (ou Alguém) maior do que nós.

A Bíblia conta que esse Alguém é o único Deus infinito, eterno, imutável todo-poderoso, transcendente, suficiente em si mesmo, santo, perfeito em todos os seus atributos, que criou todas as coisas que existem a partir do nada, desde as mais remotas e distantes galáxias até a terra e tudo o que nela há (Gênesis 1.1-31). Esse Deus único existe em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28.19). Como Deus é trino em seu ser, sua motivação ao criar o mundo não foi porque precisasse de algo, seja relacionamento, adoração ou glória. Antes, ele o criou por causa do transbordar de sua perfeição: seu amor, sua bondade e sua glória. A Bíblia não diz, em nenhuma de suas passagens, que Deus teve necessidade de criar todas as coisas motivado por algum tipo de necessidade que havia fora ou dentro dele mesmo. Em vez disso, ele que é autoexistente e autossuficiente, decidiu espontaneamente criar todas as coisas.

Vemos a criação do homem imago Dei, Deus criou os seres humanos segundo à sua própria imagem, em estado de inocência e liberdade, debaixo do governo moral de Deus, ordenado a ser responsável e obediente e a governar sobre todas as coisas criadas, para a glória do Criador (Gênesis 1.26-28; 2.15-17), e isso é o que nos confere dignidade e valor. Deus criou o homem perfeito e santo e ele carrega, impresso em seu coração, alguns atributos de Deus.

Ele também nos criou humanos, o que significa que somos seres criados, dependentes do nosso Criador. Fomos criados para nos alegrarmos nele, para adorar, amar e servir a ele, e não a nós mesmos.

A Bíblia relata que na criação original de Deus, tudo era bom. O mundo existia em perfeita paz, estabilidade, harmonia e completude. Toda a criação cumpria o propósito para o qual havia sido criada: glorificar a Deus.


Devocional: Gênesis 1.1-31

Pr. Evandro Ávila