Estudo da semana

QUEDA: A CORRUPÇÃO DE TUDO

Em nosso estudo anterior aprendemos que a história não começa conosco, mas com Deus. O único Deus infinito, eterno, imutável todo-poderoso, transcendente, suficiente em si mesmo, santo, perfeito em todos os seus atributos criou todas as coisas que existem a partir do nada (Gênesis 1.1-31). E na criação, Deus criou os seres humanos segundo à sua própria imagem, em estado de inocência e liberdade, debaixo do governo moral de Deus, ordenado a ser responsável e obediente e a governar sobre todas as coisas criadas, para a glória do Criador (Gênesis 1.26-28; 2.15-17), e isso nos confere dignidade e valor. Deus criou o homem perfeito e santo e ele carrega, impresso em seu coração, alguns atributos de Deus.

Desta forma, Deus nos criou para que nos alegrássemos nele, para que o adorássemos, amássemos e servíssemos. Contudo, em vez de viver sob a autoridade de Deus, a humanidade se voltou contra ele em rebelião pecaminosa (Gênesis 3.1-7; Isaías 53.6). Nosso erro lançou o mundo todo sob as trevas e sob o caos do pecado. Embora vestígios do bem tenham permanecido, a completude e a harmonia da criação original de Deus foram destruídas.

Por consequência, todos os seres humanos são pecadores por natureza e por escolha (Efésios 2.1-3). É comum justificarmos nosso pecado dizendo que “não somos tão maus assim”, afinal de contas sempre podemos encontrar alguém pior do que nós! Mas essa evasiva apenas revela nossa visão rasa e superficial do pecado. O pecado não é, primeiramente, uma ação; é uma disposição. Trata-se da aversão de nossa alma para com Deus. Ele se manifesta em nosso orgulho, egoísmo, independência e falta de amor por Deus e pelas pessoas. Às vezes, o pecado é externo e bastante inegável; outras vezes, é interno e oculto. Mas “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.23).

O pecado traz duas consequências drásticas à nossa vida. Primeiro, ele nos escraviza (Romanos 6.17,18). Quando nos voltamos contra Deus, voltamo-nos para outras coisas a fim de encontrar nossa vida, nossa identidade, nosso propósito e nossa felicidade. Essas coisas se tornam deuses substitutos – o que a Bíblia chama de ídolos – e logo nos escravizam, exigindo nosso tempo, nossa energia, nossa lealdade, nosso dinheiro; tudo o que somos e temos. Começam a governar nossa vida e nosso coração. Por isso, a Bíblia descreve o pecado como algo que tem “domínio” sobre nós (Romanos 6.14). O pecado nos leva a servir “à criatura em lugar do Criador” (Romanos 1.25).

Segundo, o pecado leva à condenação. Não somos apenas escravizados pelo pecado; somos culpados por causa dele. Estamos condenados diante do Juiz do céu e da terra: “[...] o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). Estamos debaixo de uma sentença de morte por nossa imensa traição contra a santidade e a justiça de Deus. Sua ira justa contra o pecado repousa sobre nós (João 3.36).

Para uma compreensão exata do evangelho necessitamos de um entendimento bíblico do pecado e de suas consequências. Somente assim poderemos experimentar a graça que vem de Cristo, nosso próximo estudo.

Devocional: Gênesis 3.1-7 | Efésios 2.1-3

Pr. Evandro Ávila